A Gestão de Capital de Giro em Tempos de Crise – Parte 2

Como comentamos no nosso último post, a crise por si só gera efeitos negativos sobre as empresas. Porém, além dela, talvez o maior catalizador do aumento de prazo seja o efeito cascata que as próprias empresas – principalmente as multinacionais – tem criado. Esse efeito é em sua maioria gerado a partir de um direcionamento das matrizes para alongamentos de prazos, levando a um aumento generalizado dos prazos em todos os entes envolvidos na cadeia. Essa pressão faz muito sentido em países com baixos juros, mas não necessariamente funcionam em todos os países que essas empresas atuam, já que cada mês de alongamento no Brasil significa uma redução direta na margem dos fornecedores de quase 3%.

Ao ficarem isolados no mercado, sem capital, sem crédito e sem alternativas de financiamentos, as empresas só tem um caminho claro: fecharem as portas. Em um país onde 60% das empresas fecham nos primeiros 5 anos (dado do IBGE de 2014), ter seu próprio negócio não é para qualquer um. Falta educação empreendedora, educação financeira e, principalmente, apoio institucional.

De acordo com a Boa Vista SCPC, em 2016 o número de pedidos de recuperação judicial no Brasil subiu 70% quando comparado à 2015. O maior causador dos problemas financeiros das empresas é a falta de crédito disponível para capital de giro. Tal fator é causado tanto pelo momento macroeconômico, responsável por menos crédito disponível na economia, quanto os limites disponíveis dessas empresas, que já foram tomados no passado, deixando-as sem uma alternativa para recuperação. Nesses casos nem a recuperação judicial é capaz de salvá-las.

No nosso próximo post, falaremos de uma alternativa a esse mercado, muito utilizada lá fora.

Até lá!

Rafael Coelho

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