Os Efeitos Positivos da Lei 13.476

No último dia 28 de agosto foi sancionada Lei. 13.476, resultado da Medida Provisória 775.

Ela regula o registro dos bens constituídos em todas operações realizadas no mercado financeiro.

Abaixo os principais destaques da lei e como ela afeta positivamente o mercado de desconto de recebíveis.

Overview

  • A lei obriga o registro de bens constituídos em todas as operações realizadas no mercado financeiro – atualmente o registro é exigido apenas para operações no âmbito do mercado acionário e interbancário.
  • Antes dela, o registro de ativos dados em garantia de operações de crédito, como os CDBs e as duplicatas, precisava ser feito em cartório, o que em muitos casos inviabilizava a transação.
  • A medida abre espaço para que essas garantias sejam “bloqueadas” eletronicamente e irá permitir aos bancos realizar o registro de restrições (gravames) sobre os ativos financeiros em centrais previamente autorizadas a operar pelo Banco Central e a CVM.

Efeitos sobre o mercado de recebíveis

  • A antecipação de recebíveis de vendas feitas a prazo é uma das formas mais comuns de as empresas se financiarem, principalmente as de pequeno e médio porte.
  • Em operações tradicionais de antecipação de recebíveis, um dos principais problemas são as fraudes, como o uso de notas frias e o desconto da mesma duplicata em diferentes instituições financeiras. A expectativa é que o registro eletrônico em centrais ligadas aos sistemas de bancos e investidores ajude a coibir as irregularidades e aumente a segurança para quem concede o crédito.
  • O mercado atual de duplicatas é de R$ 406 bilhões (2016), sendo 60% de Grandes Bancos, 25% FIDCs e Factorings e 15% Bancos Médios. Com a nova regulamentação estimasse que o mercado pode chegar a algo em torno de R$ 1,9 trilhão (Fonte: Banco Central).
  • Para nós aqui na Monkey (www.monkey.exchange) a nova regulamentação é extremamente positiva, pois consolida a formalização do mercado de desconto de duplicatas e, consequentemente, amplia de maneira significativa o volume de transações.

Abs,

Time Monkey

As Diferentes Alternativas para Descontar Recebíveis

No post anterior falamos a respeito do conceito geral de Desconto de Recebíveis e Gestão de Fluxo de Caixa.

Agora vamos de falar sobre as diferentes alternativas que existem para que sua empresa antecipe seus recebíveis.

A melhor alternativa dependerá de algumas variáveis, como:

  • Urgência da entrada de caixa;
  • Custo do desconto;
  • Relacionamento com a contraparte;
  • Perfil de risco do Sacado.

Os players tradicionais para antecipação de seus recebíveis são os bancos e as factorings.

No caso dos bancos, provavelmente sua empresa já possui relacionamento com um ou mais, e isso pode ser uma vantagem em termos de tempo de aprovação e recursos disponíveis.

Já no caso das factorings, que é uma empresa que presta serviços de compra de ativos financeiros, a partir de um “Contrato de Fomento Mercantil”, e utilizando para isso recursos próprios, pode ser um pouco mais lento caso não haja relacionamento estabelecido.

Porém, em ambos os casos seus limites de crédito serão utilizados e além do risco do Sacado (no caso o seu cliente), o seu próprio risco como Cedente, bem como o relacionamento com a contraparte, serão levados em conta na precificação da antecipação de seus recebíveis. Além dos juros, incorrem outros encargos como tarifas e IOF, que são cobrados no momento da transação.

Novas Alternativas

Um veículo, que vem ganhando mercado são os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), que são fundos de investimento que aplicam seus recursos em recebíveis, como as duplicatas, utilizando recursos de terceiros.

A dinâmica é muito semelhante a de factorings, diferindo apenas que na grande maioria dos casos os FIDCs possuem uma estrutura maior e mais profissionalizada, além de utilizarem recursos de terceiros. Não tomam seus limites de crédito e as operações com eles são isentas de IOF.

Monkey Exchange

A Monkey Exchange e a sua solução de Supply Chain Finance permite a sua empresa, fornecedora de um grande grupo nacional ou multinacional, descontar os recebíveis de seus cliente para qual vendeu produtos ou prestou serviços, no qual a maior vantagem reside no fato de que o risco de crédito considerado pelo comprador desses recebíveis é o da empresa pagadora (Sacado) e não mais o seu (Cedente).

Essa forma diferente de enxergar o risco se traduz em uma potencial redução dos custos, uma vez que na maioria das vezes o pagador é uma empresa com um perfil de risco/crédito melhor do que o perfil do fornecedor.

Além disso, todo a dinâmica de leilão reverso da plataforma incentiva a competição entre os compradores, fazendo com que a velocidade de venda seja potencialmente ampliada.

Venha descobrir o que a Monkey Exchange pode fazer pela sua empresa!

Entendo a Dinâmica da Antecipação de Recebíveis

Vender um produto ou prestar um serviço para um cliente é com certeza aquilo que a sua empresa faz de melhor. Mas como anda o seu fluxo de caixa?

Você muito provavelmente não recebe o pagamento dessas vendas à vista, mas sim em 30, 60, 90 ou às vezes até 120 dias depois.

Algo desafiador, uma vez que você precisa pagar os seus fornecedores e suas despesas (aluguel, funcionários) em um prazo menor, não é?

Estamos falando do conhecido “Descasamento de Fluxo de Caixa”, que ocorre quando o seu Prazo Médio de Recebimento é maior do que o seu Prazo Médio de Pagamento.

Um alternativa para financiar esse descasamento é antecipar os seus recebimentos por meio de uma operação conhecida como “Antecipação de Recebíveis” ou “Desconto de Recebíveis”.

Nesse tipo de operação, compradores qualificados de créditos adquirem seus recebíveis, pagando por eles um valor menor do que o da data de seus vencimento, que representa o desconto em relação ao valor de face. E você, vendedor desses recebíveis, recebe antecipadamente.

Vamos a um exemplo numérico para ficar mais claro: 

– Valor do recebível: R$ 100,00

– Prazo de pagamento do seu cliente: 60 dias (ou 2 meses)

– Taxa de Desconto: 1,0% a.m.

– Valor a receber ao antecipar: R$ 100 * (1 – [1,0% * 2]) = R$ 98,00

Dessa maneira, descontar os seus recebimentos futuros nada mais é do que receber o pagamento pelos produtos que você vendeu (ou serviços que você prestou) de forma antecipada, sem a necessidade de esperar pelo vencimento dos recebíveis e dando acesso a você e sua empresa ao capital necessário para que continue vendendo e crescendo.

Converse com a Monkey. Podemos ajudá-lo!

A Gestão de Capital de Giro em Tempos de Crise – Parte 3

Nos posts anteriores falamos a respeito dos efeitos negativos sobre o fluxo de caixa das empresas, gerado tanto em momentos de crise, quanto em alguns casos por pressão de grandes empresas.

O Financiamento da Cadeia de Fornecedores (também conhecido por Supply Chain Finance, ou sua sigla SCF) surgiu para tentar solucionar esse problema, criando um programa junto às grandes empresas para buscar crédito a seus fornecedores, levando-se em conta o risco de crédito da pagadora (o sacado) e não mais do tomador (o cedente). Isso muda completamente o jogo, já que na maior parte das vezes o pagador é uma empresa maior que seu fornecedor, por isso possui custos de crédito mais baixos.

O grande problema da SCF é que apesar de diminuir o custo do crédito, ele deixa a operação nas mãos de um único financiador, normalmente o banco parceiro. Essa modalidade já é um grande avanço para os fornecedores com crédito limitado, mas ainda há muito a se fazer. O Brasil carece de um mercado de crédito mais dinâmico e moderno. Hoje, as empresas brasileiras ainda são muito dependentes de grandes bancos e as alternativas disponíveis são caras. Em mercados mais maduros os fundos de crédito tem um papel de destaque no mercado, enquanto aqui ainda são meros coadjuvantes.

Vejamos agora um modelo de SCF moderno, que seja capaz de unir as vantagens do modelo atual, mas enderece o problema de um único financiador. Esse modelo pode ajudar muito nessa mudança, pois é capaz de colocar vários interessados em tomar o risco de uma grande empresa – a qual não tem títulos lançados no mercado de crédito formal – para competirem entre si em busca de uma taxa que seja vantajosa para o fornecedor dessa grande empresa. É um modelo ganha-ganha, já que os compradores desses títulos passam a ter acesso a um mercado de risco que, até aquele momento, era inexistente e os vendedores dos títulos conseguem taxas mais atraentes que as praticadas em seus bancos. Diminuindo a dependência desses dos bancos tradicionais. Soluções como essas tem ajudado muitas empresas nos países com desenvolvimento tecnológico maduro e acabam de chegar ao Brasil.

A verdade é que pensar em soluções que sejam vantajosas para toda a rede de envolvidos no negócio é sempre mais difícil que pensar em algo menos abrangente, mas é mais duradoura. No Brasil falta visão de longo prazo. Quando os ventos fortes começam a surgir novamente, é que nos lembramos que não é na tempestade que se troca o telhado.

Até a próxima! Um abraço.

 

Rafael Coelho

A Gestão de Capital de Giro em Tempos de Crise – Parte 2

Como comentamos no nosso último post, a crise por si só gera efeitos negativos sobre as empresas. Porém, além dela, talvez o maior catalizador do aumento de prazo seja o efeito cascata que as próprias empresas – principalmente as multinacionais – tem criado. Esse efeito é em sua maioria gerado a partir de um direcionamento das matrizes para alongamentos de prazos, levando a um aumento generalizado dos prazos em todos os entes envolvidos na cadeia. Essa pressão faz muito sentido em países com baixos juros, mas não necessariamente funcionam em todos os países que essas empresas atuam, já que cada mês de alongamento no Brasil significa uma redução direta na margem dos fornecedores de quase 3%.

Ao ficarem isolados no mercado, sem capital, sem crédito e sem alternativas de financiamentos, as empresas só tem um caminho claro: fecharem as portas. Em um país onde 60% das empresas fecham nos primeiros 5 anos (dado do IBGE de 2014), ter seu próprio negócio não é para qualquer um. Falta educação empreendedora, educação financeira e, principalmente, apoio institucional.

De acordo com a Boa Vista SCPC, em 2016 o número de pedidos de recuperação judicial no Brasil subiu 70% quando comparado à 2015. O maior causador dos problemas financeiros das empresas é a falta de crédito disponível para capital de giro. Tal fator é causado tanto pelo momento macroeconômico, responsável por menos crédito disponível na economia, quanto os limites disponíveis dessas empresas, que já foram tomados no passado, deixando-as sem uma alternativa para recuperação. Nesses casos nem a recuperação judicial é capaz de salvá-las.

No nosso próximo post, falaremos de uma alternativa a esse mercado, muito utilizada lá fora.

Até lá!

Rafael Coelho

A Gestão de Capital de Giro em Tempos de Crise – Parte 1

Em tempos de crise as empresas demitem pessoas, enxugam custos, apertam o caixa e revisam todo seu DRE em busca de outros “custos escondidos”. Em tempos de crise, as empresas preparam-se para a pior tempestade, já no primeiro vento forte. Quando perde-se a confiança macroeconômica, as mudanças microeconômicas imperam.

Decisões de curto prazo são muito comuns em momentos de difíceis, mas não são elas que levam a empresa a atravessar a tempestade. Na esperança de resolver o problema de caixa rapidamente, a medida mais óbvia é alongar os prazos de pagamento de fornecedores. Porém, ao alongar tais prazos, as grandes empresas deixam seus fornecedores em situação desastrosa, começa aqui o clássico efeito dominó, onde a última peça pode ser a própria empresa.

De acordo com os dados do Banco Central do Brasil, o prazo médio das carteiras de duplicatas quase triplicou no último ano, atingindo 101 dias, reflexo desses alongamentos. Para piorar, as taxas concedidas para esses fornecedores, tomadores de créditos, também subiram de forma espantosa, atingindo 2,9% ao mês. Ou seja, em um desconto de duplicatas médio, o cedente (detentor do direito do crédito) perde quase de 10% do valor de seu título somente em juros (lembrando que os cálculos de taxas nessas operações são calculadas por juros simples). Para referência há apenas 2 anos esse número era próximo a 3%.

Além da crise, há um outro fator que amplia os efeitos negativos. O mais curioso é que ele é gerado pelas próprias empresas. Iremos falar sobre ele em nosso próximo post.

Até lá!

Rafael Coelho

Supply Chain, um jogo relevante no desempenho dos clientes

O desempenho do Supply Chain é um jogo de vários atores interdependentes e integrados, que devem lutar pela eficiência, pelos resultados e não um contra o outro.

Esta interdependência se refere principalmente a: (1) qualidade do produto, (2) entrega on-time e (3) eficiência de custos.

Mas poderia e deveria também envolver: (4) inovação, (5) sustentabilidade, (6) responsabilidade social e ambiental e (7) estabilidade financeira.

Para ganhar neste ambiente complexo, as cadeias de suprimentos precisam de melhoria contínua e contar com um ambiente sustentável.

Para alcançar uma melhoria contínua, o relacionamento com seu cliente é fundamental, contando com os incentivos e métricas corretos, bem como acesso financeiro competitivo.

Um relacionamento do Supply Chain ruim pode trazer problemas e preocupações para a implementação de um gerenciamento integrado dessa cadeia, em um ambiente de negócios altamente competitivo.

Trabalhar em conjunto com a cadeia de suprimentos para realmente integrar as empresas, discutindo as prioridades e necessidades estratégicas da empresa, contribui tanto para o crescimento sustentável quanto para um ambiente inovador.

Nós da Monkey gostaríamos de ajudar (monkey.exchange).

Envie um e-mail hoje!

Abs, Gustavo Muller (CEO)

Monkey, uma nova solução tecnológica para o Supplier Financing

O mundo anda cada vez mais competitivo e exigente. Isso não é novidade e sentimos em nosso dia a dia.

Por outro lado, as ferramentas disponíveis são cada vez em maior número e diversidade, buscando atender as novas demandas da vida empresarial.

Nesse ambiente e momento, fundamos a MONKEY.

Em um cenário onde MONEY IS KEY, resolvemos direcionar nossos esforços para criar um negócio dedicado a prover capital ao segmento produtivo, de uma forma moderna, eficiente e sustentável.

Moderna em seu funcionamento, com uma solução transparente, abrangente e confiável, construída em nuvem, facilmente adaptável a qualquer empresa.

E eficiente porque funciona como uma ferramenta de engajamento dos diversos atores do ambiente dos negócios, dando acesso e aproximando os recursos financeiros do tomador.

A MONKEY serve como uma ferramenta que permite fornecedores, de grandes empresas, acessarem recursos com menores custos, utilizando o risco dessas grandes empresas junto a potenciais compradores, em um ambiente competitivo.

Estamos orgulhosos e renovados pela esperança de poder ajudar essas empresas a enfrentarem esse complexo ambiente de negócios e contribuir para seu crescimento e desenvolvimento.

Obviamente, a MONKEY só é possível pelo excepcional time que montamos para essa nova missão: Eduardo Marreto (CTO, ex-XIAOMI e Accenture) e sua equipe de Devs, Rafael Coelho (COO, co-founder W& e ex CEO bebe store), Bruno Oliveira (CFO, co-founder W7 e buscape), Marcelo Maisonnave (co-founder XP Investimento), Pedro Englert (ex CEO Infomoney) e Eduardo Glitz (ex CEO XP Gestão).

Queremos compartilhar nossas ideias, ouvir sugestões e convidar as empresas e seus fornecedores para conhecerem a MONKEY (monkey.exchange) e dar acesso a uma forma sustentável de trabalhar e crescer.

Aproveito para desejar a todos Boas Festas! E que 2017 seja um ano de realizações.

Gustavo Muller (CEO MONKEY)